Coleção LILIBETS

Benedita Chaboceau, mãe das filhas Carolina e Margarida, transformava a casa numa oficina de memórias na Páscoa. Em cada guardanapo dobrado, ela escondia uma promessa: de família, de renascimento e de amor. Carolina lia as dobras como quem lê um segredo; Margarida sorria ao ouvir o tilintar das taças. E assim, a coleção LILIBETS ganhou vida: não apenas guardanapos, mas pequenos rituais de vida, prontos a renovar a mesa a cada Páscoa.

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Coleção TWIN HEARTS

No final do século XVIII, em Londres, Joseph Chaboceau, francês, e Mary Ann Skegg, inglesa, cruzaram-se numa galeria onde a arte falava de amor e destino. Ele era Marchand d’art; ela lia pessoas e tecidos com olhos de quem vê histórias. A paixão entre eles cresceu entre silêncios cúmplices, passeios junto ao rio e lareiras acesas. Enfrentaram as pressões da sociedade, mas escolheram caminhar lado a lado, fundindo tradição e audácia num testemunho de afeto, curiosidade e respeito mútuo. Twin Hearts celebra dois corações que, apesar das separações culturais, batem em uníssono: um convite a imaginar que o amor pode transformar o mundo.

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Coleção BABY SHOWER

A expressão “Baby Shower” nasceu na tradição inglesa, com o termo “shower” a sugerir um aguaceiro de presentes para a futura mãe; ganhou força nos Estados Unidos e noutros países de língua inglesa entre as décadas de 1940 e 1950, no período pós-guerra. O costume foi adotado em Portugal e no Brasil nas décadas de 80 e 90, sendo conhecido no Brasil como “Chá do Bebé” ou “Chá de Fraldas”. Nesta ocasião, oferecer um guardanapo de chá, com uma cegonha bordada alusiva ao sexo do bebé, evoca um símbolo clássico de nascimento, sendo uma lembrança bonita das primeiras etapas da vida.

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Coleção WESTMINSTER

Na esplendorosa Abadia de Westminster, em Londres, o eco dos sinos ressoava como um prenúncio de felicidade. Foi um dia de encontro, o 19 de julho de 1795, quando Joseph Chaboceau de la Sauzaie casou com Mary Skegg. Este não foi apenas o início de uma nova vida, mas também o marco de uma tradição que atravessou gerações, materializando-se numa coleção de guardanapos que se tornaria famosa: a coleção Westminster. Mary Skegg infundiu nos tecidos a sua paixão pelo belo, transformando-os em verdadeiras obras de arte que adornavam as mesas da elite inglesa, daquela época. A coleção Westminster não é apenas um conjunto de guardanapos; é o testemunho da união de duas personalidades sob as abóbadas góticas da Abadia. Joseph era herdeiro de uma linhagem que se estendia até aos confins de França, com antepassados que tinham desempenhado papéis importantes na história. A sua ligação com Mary Skegg, uma jovem da alta sociedade londrina, simbolizava a fusão de culturas e origens que enriqueceriam a história da sua família. À medida que os anos passavam, os guardanapos Westminster tornaram-se um símbolo de elegância. Eram usados em jantares requintados, onde intelectuais e artistas se reuniam para discutir ideias e sonhos, enquanto os guardanapos bordados testemunhavam cada risada e cada conversa.

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Coleção HOLLY BRANCHES

Em 1816, Mary Chaboceau, então com apenas dez anos, desenhou um raminho de azevinho para oferecer ao seu Avô, John Skegg, cuja presença enraizava o encanto da casa. John Skegg recebeu o presente com a doçura de quem sabe valorizar o afeto de uma criança. O desenho, enrolado com um lacinho de seda verde, tornou-se o foco de uma coleção que viria a intitular-se Holly Branches. A mãe de Mary, encantada com o desenho, bordou, nos guardanapos da mesa de Natal, a mesma figura que a filha desenhara. Cada guardanapo tornou-se, assim, uma peça de memória: o desenho do raminho de azevinho bordado com dedicatória de amor e gratidão, para adornar a mesa onde a família se reunia, ano após ano, para celebrar o que mais importava: a União.

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Coleção VICTORIAN CHRISTMAS

A coleção "Victorian Christmas" leva-nos numa viagem encantadora até uma época de elegância e magia, evocando o espírito natalício da Era Vitoriana. Naqueles dias, o Natal deixou de ser apenas uma celebração religiosa para se transformar numa ocasião de convívio, de troca de presentes e de momentos de partilha com familiares e amigos. Foi nesta Era que as decorações, os postais, os doces e os presentes começaram a ganhar destaque, dando origem às tradições natalícias que ainda hoje perduram com tanto encanto. A coleção "Victorian Christmas" captura essa nostalgia doce, com motivos festivos e detalhes que remetem à sofisticação do século XIX. Cada guardanapo é uma peça que celebra o encanto de uma época, em que o Natal passou a ser vivido com mais glamour e entusiasmo, convidando-nos a reviver a magia e o brilho de uma tradição que nunca perdeu o seu charme.

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Coleção COVENTRY CAROL

A coleção COVENTRY CAROL convida-nos a uma viagem comovente pela memória de uma época de fusão entre música, luto e resiliência, onde a elegância natural do passado se entrelaça com a serenidade do presente. Nascida nas Coventry Mystery Plays do século XVI, a Coventry Carol conta a história da Massacre of the Innocents, cuja melodia de embalar serve de conforto às mães que perdem filhos. Transformada pelo tempo, sobretudo nas ruínas da Catedral de Coventry após o Blitz de 1940, tornou-se símbolo de paz e de esperança. Nesta coleção, cada peça funciona como uma pequena lira de tranquilidade: traços delicados, tons natalícios e um toque de património que evocam a serenidade de uma narrativa que atravessa séculos. É um convite à partilha serena e à memória de que, mesmo diante da dor, a música pode unir e iluminar. Que cada peça COVENTRY CAROL seja uma pausa contemplativa, um gesto de compaixão que celebra a força da vida e a beleza da reconciliação.

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Coleção MADRE AGUIAR

A primeira coleção da CHABOCEAU é uma homenagem a Madre Aguiar, filha de Carlos Filipe Chaboceau de Aguiar e de Guilhermina Sampaio, matriarca da família Chaboceau, que conta com 111 anos. A sua infância foi passada em Braga, onde viveu com a Avó paterna, Rosália, e a Tia Perpétua, por quem tinha uma profunda afeição. Ainda hoje recorda os dias passados com as “Doceiras”, amigas da família e fundadoras da emblemática Doçaria de São Vicente. Com 5 anos foi para Lisboa, onde desenvolveu a sua formação académica e artística. No Conservatório, destacou-se ao concluir o Curso Superior de Piano, com 20 valores, quando tinha 17 anos. Dez anos mais tarde ingressou na Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, onde se dedicou ao ensino do piano até aos 106 anos. Passaram pela sua mão várias gerações de alunos do Colégio Nossa Senhora da Paz, no Porto. A Madre Aguiar é o coração pulsante de cada encontro familiar, onde a alegria e o convívio se entrelaçam com naturalidade. Fica encantada com o requinte das mesas, com os petit fours harmoniosamente dispostos. Mas além do calor familiar, destaca-se por uma vida social animada, sendo uma presença constante em concertos e receções, na cidade do Porto. Assim, a primeira coleção da marca CHABOCEAU, que apresenta um delicado guardanapo com uma coelhinha de Páscoa a tocar piano, pretende celebrar a vida e o legado da extraordinária Madre Aguiar.

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Coleção MAGDALENA DI LUCA

Magdalena di Luca, veneziana, filha de mercadores de tecidos, cresceu entre rolos, cabides e o sussurro dos Toile de Jouy que decoravam o quarto. Com muita criatividade, via padrões onde outros viam apenas motivos e transformava cada tecido numa promessa de futuro. A loja respirava ao ritmo das suas criações. Entre azul e carmesim sobre fundo branco, imaginava salas, palácios e jardins que nasciam de uma dobra de tecido. A sua sensibilidade atraía quem procurava mais do que fio e cor. Richard Chaboceau, Cônsul de França em Damasco, ao debruçar-se sobre as estampas, ficou enredado pela delicadeza de Magdalena e pela maneira como ela costurava destinos. Entre prateleiras e o brilho das estampas, Richard encontrou nela a essência de uma arte que transforma o quotidiano em memória. E assim, a criatividade de Magdalena tornou-se a ponte entre Veneza e o mundo, selando um amor que nasceu onde o tecido encontra a história.

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